Comprometo-me a ser a única responsável por aquilo
que cativar, e cuidar bem do meu coração, sendo também a única com o poder de
parti-lo de vez em quando. Prometo estar em constante processo de renovação, e
não me deixar de lado. Por nada, nem por ninguém. Prometo surtar, vez ou outra,
pra não enlouquecer de vez. Prometo continuar desprendida, e não me deixar
aprisionar... E principalmente, prometo tentar cumprir essas promessas. Um dia
de cada vez. Mas sem pressão, sem culpa, se houver alguma falha. Por que viver
é bem isso; tentar, esperar e só.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
domingo, 21 de julho de 2013
É.
Ainda bem que a vida nos proporciona sempre um
amanhã. Ainda que ao sentirmos o toque quente do sol em nosso rosto, sentimos
um pouco de conforto. Ainda bem que cada hoje significa que o ontem já passou,
e que a possibilidade de um amanhã nos dá esperança de que tudo pode mudar.
Ainda bem que cada escolha nos dá a oportunidade de
um novo erro, e que cada erro, pode ser convertido em um aprendizado.
Ainda bem que de vez em quando a gente surta,
extravasa tudo que precisa sair de dentro de nós, e que isso dá espaço pra uma
renovação dentro de nós.
Ainda bem...
terça-feira, 2 de julho de 2013
Machado explica.
"O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo."
domingo, 9 de junho de 2013
Sobre escrever.
Me apaixonei pelas palavras antes mesmo de passá-las para o papel. Deixei que elas vestissem meu corpo e possuíssem minha alma, pois mesmo que as vezes eu me encontre perdida em sílabas, ainda não conheci sensação mais reconfortante que a de olhar uma folha em branco esperando para ser preenchida.
Esse é o grande amor da minha vida, e minha maior recompensa é, ao mergulhar no mundo das ideias e transcrevê-las, saber que ainda existe algo bonito a ser compartilhado em meio a escuridão. Há esperança de que todo o vazio possa ser preenchido, e que posso encontrar felicidade sem a ilusão de anestésicos pra mente.
Escrever é um exercício diário que requer atenção e cuidado, pois um texto tem o poder de tirar o fôlego e o sossego por horas.
Quem nunca se sentiu atingido lendo um artigo, uma frase pichada no muro, ou ao mesmo um nome? Quem nunca se emocionou por conta de uma carta? Palavras nos tiram o sono, quando entaladas na garganta.
E ainda que escrever possa trazer tanta angustia, não consigo me imaginar fazendo algo além disso.
Essa é a única qualidade que compensa meus tantos erros.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Bagunça.
Parando pra pensar com calma em tudo o que tem acontecido, enxergo vários erros. Olho pro meu quarto, todo desarrumado, com roupas dentro da sapateira, livros no guarda-roupa e sapatos embaixo da cama, e só de pensar em ter de organizá-lo, me dá tristeza. Não que fosse demorar. Em meia hora tudo estaria maravilhoso, eu sei. Mas ao sentar na minha cama, e observar o quadro todo, reparo que sempre que olho aquela bagunça, sinto que ela externa exatamente aquilo que está acontecendo dentro de mim.
Uma bagunça. Cuja proporção é centenas de vezes maior que a do meu quarto, e um milhão de vezes mais difícil de arrumar. Aliás, creio que seja impossível deixar as coisas em seu devido lugar novamente. Mesmo que a organização volte, será diferente de como era antes.
É, aquela mudança, pela qual eu ansiava tanto, está finalmente acontecendo…
Minha tia costuma dizer que pra organizar as coisas, primeiro precisamos tirar tudo do lugar. Pra depois, olhando cada cômodo e cada coisa desarrumada, decidamos o que jogaremos fora, e onde guardaremos aquilo com que decidimos ficar. Ouvindo ela falar, realmente, faz muito sentido.
Me pergunto se essa regra é geral… Se for, então todo esse embrulho no estômago, o vazio, e a confusão são sinônimo de que no final vai tudo se encaixar e valer a pena.
Se não, não sei o que fazer…
Por hora, levanto da cama, respiro fundo, e arrumo meu quarto.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
E se eu não ligar?
Cansada de me enganar e enganar aos outros, optei por seguir unicamente
aquilo que me dê alguma felicidade. Mesmo que dure pouco, desde que seja
intensa.
Há tempos venho me sentindo presa. Aos meus erros, aos olhares maldosos,
os abraços falsos e comentários ruins... Aos conceitos alheios, e as expectativas
que criaram sobre mim.
Tanto sufoco tem me deixado boba, de tão louca. Perdida.
Decidi então me libertar. E aos poucos tenho vivido mais pra mim. Não
quero nada que não me faça sorrir, nem ninguém que me tire o riso. Já não me
importa tanto deixar os outros incomodados, desde a sensação de “missão cumprida”
seja maior que o arrependimento.
Tenho me afastado de tudo que me enjaula, me limita, me castiga. Já não
vejo mais razão pra seguir aquilo que não me agrada. Joguei todas as
inutilidades fora, pra dar espaço pras novidades, que antes não cabiam em mim.
Renovei vários conceitos, atualizei opiniões, e espero que essa transformação
nunca pare, pois é assim que eu quero continuar vivendo... Desprendida.
Apesar de toda a ansiedade, que insiste em continuar sempre aqui, vou
vivendo devagar. Certa de que o que tiver de ser, será...
sábado, 4 de maio de 2013
"Viva! Viva! Viva!"
É a fé que move o mundo. É ela que transforma nossa mente e guia nosso coração, que cego, não teve outra escolha além de confiar nos próprios instintos.
É mais fácil culpar os outros, se fechar do mundo e deixar que a tristeza nos governe. É preciso ter muita coragem pra começar de novo. Errar de novo, errar melhor.
Quando a nossa fé acaba, todo o resto desmorona. E então, imediatamente, ao invés de assumirmos a responsabilidade por nosso destino, culpamos aqueles que fizeram parte de nossa jornada. Um amigo, um ex namorado, uma conhecida... As vezes até Deus.
É mais fácil culpar os outros, se fechar do mundo e deixar que a tristeza nos governe. É preciso ter muita coragem pra começar de novo. Errar de novo, errar melhor.
E não adianta. Nós somos todos bobos. Gastamos muito tempo pensando no passado, e esquecemos um pouco de aproveitar melhor o presente. E então, quando o futuro chega, e nos tira um pouco do que tínhamos, a melancolia se repete...
Proponho então que tenhamos um pouco mais de fé. Mesmo que por enquanto nada esteja certo. Mesmo que sempre haja algo que possa nos deixar pra baixo. Proponho que ergamos a cabeça, aproveitemos o nosso agora, e se a realidade não for tão encantadora, que nós consigamos enxergar, em meio a escuridão, alguma luz. Por que mesmo que não pareça, todo dia tem algum momento bom, ainda que não dure mais que alguns segundos.
E que se danem quem tínhamos, e que se dane o que não podemos ter. Sejamos gratos pelo que ainda não perdemos, e aproveitemos, sem pensar duas vezes, cada oportunidade. Consequências sempre virão, nem sempre serão agradáveis, mas tentar sempre vale a pena.
É só o que tenho pra dizer, depois de tanto tempo sem dar as caras. Espero que alguém me ouça.
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