sexta-feira, 17 de maio de 2013

E se eu não ligar?



Cansada de me enganar e enganar aos outros, optei por seguir unicamente aquilo que me dê alguma felicidade. Mesmo que dure pouco, desde que seja intensa.
Há tempos venho me sentindo presa. Aos meus erros, aos olhares maldosos, os abraços falsos e comentários ruins... Aos conceitos alheios, e as expectativas que criaram sobre mim.
Tanto sufoco tem me deixado boba, de tão louca. Perdida.
Decidi então me libertar. E aos poucos tenho vivido mais pra mim. Não quero nada que não me faça sorrir, nem ninguém que me tire o riso. Já não me importa tanto deixar os outros incomodados, desde a sensação de “missão cumprida” seja maior que o arrependimento.
Tenho me afastado de tudo que me enjaula, me limita, me castiga. Já não vejo mais razão pra seguir aquilo que não me agrada. Joguei todas as inutilidades fora, pra dar espaço pras novidades, que antes não cabiam em mim. Renovei vários conceitos, atualizei opiniões, e espero que essa transformação nunca pare, pois é assim que eu quero continuar vivendo... Desprendida.
Apesar de toda a ansiedade, que insiste em continuar sempre aqui, vou vivendo devagar. Certa de que o que tiver de ser, será...

sábado, 4 de maio de 2013

"Viva! Viva! Viva!"

É a fé que move o mundo. É ela que transforma nossa mente e guia nosso coração, que cego, não teve outra escolha além de confiar nos próprios instintos. 
Quando a nossa fé acaba, todo o resto desmorona. E então, imediatamente, ao invés de assumirmos a responsabilidade por nosso destino, culpamos aqueles que fizeram parte de nossa jornada. Um amigo, um ex namorado, uma conhecida... As vezes até Deus. 
É mais fácil culpar os outros, se fechar do mundo e deixar que a tristeza nos governe. É preciso ter muita coragem pra começar de novo. Errar de novo, errar melhor. 
E não adianta. Nós somos todos bobos. Gastamos muito tempo pensando no passado, e esquecemos um pouco de aproveitar melhor o presente. E então, quando o futuro chega, e nos tira um pouco do que tínhamos, a melancolia se repete... 
Proponho então que tenhamos um pouco mais de fé. Mesmo que por enquanto nada esteja certo. Mesmo que sempre haja algo que possa nos deixar pra baixo. Proponho que ergamos a cabeça, aproveitemos o nosso agora, e se a realidade não for tão encantadora, que nós consigamos enxergar, em meio a escuridão, alguma luz. Por que mesmo que não pareça, todo dia tem algum momento bom, ainda que não dure mais que alguns segundos. 
E que se danem quem tínhamos, e que se dane o que não podemos ter. Sejamos gratos pelo que ainda não perdemos, e aproveitemos, sem pensar duas vezes, cada oportunidade. Consequências sempre virão, nem sempre serão agradáveis, mas tentar sempre vale a pena. 
É só o que tenho pra dizer, depois de tanto tempo sem dar as caras. Espero que alguém me ouça.

domingo, 21 de abril de 2013

Agora.

Eis que nasce uma dúvida. É a voz na sua cabeça que te guia, ou é o que o mundo te mostra, o que te impede?
Assim não quero. Assim não dá. E de outro jeito, não pode ser?
Ah, cara, o que ela ta falando? O que que ela ta fazendo?
Onde eu aperto pra parar?
Como começa de novo?
Como eu faço pra falar se eu não tenho nada a dizer?
Ah, que estrago... Quem vai consertar?
E se eu não quiser assim, e se eu quiser assado?
Quem vai me ajudar?
Se ferrou...

sábado, 9 de março de 2013

Como dançar com a solidão.



Invente. Se você ainda não superou uma causa perdida, se alguém ainda te machuca, se algo ainda dificulta seu sono, finja. Crie um cenário na sua cabeça, no qual a realidade é outra. Fantasie o máximo que puder, e quando sair dessa sua segunda vida, e acordar, vá buscar por alguma coisa nova. E se aquela coisa velha continuar te atingindo, continue fingindo que não é nada demais. Continue criando novos cenários, inventando desfechos diferentes pra aquela história... Se isso não ajudar a tornar as coisas mais fáceis, pelo menos, no fim das contas, você terá escrito um livro que você pode redigir, e divulgar, e quem sabe até publicar? Fantasias podem ser enganadoras, mas elas vendem, e isso pode ser algo grande. Grandes desilusões as vezes geram gênios.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Bloco do eu sozinho.



De repente aquele sonho tão grande de entrar em uma boa faculdade, conseguir um bom emprego, e no meio de tudo isso conhecer o amor da sua vida, casar-se e ter filhos torna-se fútil. De repente todos aqueles planos, aqueles sonhos, aquela vida secreta que você criou não tem sentido.
De repente acontece algo tão surreal e inesperado que qualquer plano parece idiota e bobo. Dar o seu melhor parece perda de tempo.
“O amanhã a Deus pertence”. Amém.
O famoso “viver um dia de cada vez” torna-se a única frase real. A única coisa lógica. Não fazer planos pra amanhã, e deixar que o hoje te conduza.
Então eu me pergunto por que teimamos tanto? Por que insistimos tanto em nossas fantasias, mesmo sabendo que muitas delas não passarão do plano utópico? Por que não nos contentamos com o que temos e deixamos nossa ganância de lado? Será que tantos planos nos incentivam verdadeiramente e nos dão realmente a esperança que tanto necessitamos? Ou seria só uma desculpa para evitar nossos medos? Nesse anseio por respostas que provavelmente não virão, prefiro deixar pra lá. 

domingo, 27 de janeiro de 2013

Morrer não dói.


É natural que a morte cause espanto, desespero e medo. Estranho seria se não causasse. Sabemos que não podemos evita-la, e que ela virá sem avisar. Mas morrer, ao contrário do que muitos pensam, não dói. O que pode doer é o prefácio da partida. Os momentos finais da vida. Mas a morte em si, é tranquila. Conte até dez, e antes de você terminar de dizer “um”, já terá acontecido. É rápido e fácil... Eu posso lhes assegurar!
Contudo, mesmo que você acredite em tudo o que eu disse, garanto que quando seu encontro finalmente chegar e você tiver de olhar no fundo de seus olhos, ainda sentirá calafrios.
Então você perceberá que não teme pela morte, e sim pela vida.
Mente quem diz que, ao encarar a morte, não lhe veio nada em mente. É impossível, em um momento tão solene, sua cabeça ficar vazia. Muitos momentos felizes podem vir a sua mente, mas eles não prenderão sua atenção por muito tempo, pois logo você começará a pensar no futuro. Em tudo aquilo que você estava prestes a conseguir, em todos os sonhos que você iria realizar, nas pessoas que você iria conhecer... E é isso o que dói. Aquilo que você não terá oportunidade de fazer.
Viver dói. E essa dor é aguda, mas é boa. Significa que ainda temos assuntos pendentes pra resolver, momentos pra aproveitar, pessoas pra conhecer.
A única morte que dói é a daqueles que amamos. E dói muito, por sinal. Saber que aquela pessoa estava conosco até dois segundos atrás, e que nos dois segundos seguintes não estará. E nem nos próximos. Sentimos dor por aqueles que já não conseguem sentir mais nada, vivenciamos a perda dessas pessoas e sofremos por não podermos fazer nada que a evite. Clamamos pela vida que teriam, pelas oportunidades que não poderão aproveitar. A morte é a prova de que o ser humano não é tão egoísta, pois é doída quando suas consequências são pesadas em grupo.
A morte é única coisa que nos aproxima de desconhecidos, fazendo com que, pelo menos por alguns segundos, suas vidas tenham seu valor reconhecido.  

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Se enamora.


A vida, apesar de insana, é linda. Se acaba em tantos começos. Tira, põe, troca, muda, vai, volta... E o movimento continua, no meio de tanta correria, e você corre junto pra não ficar pra trás, assim como todos que estão ao seu redor. E assim deve continuar; correndo, tropeçando, levantando e seguindo... Sempre em frente. Superando cada expectativa, explorando cada detalhe, deixando em cada canto um pedaço seu, porque quando você parar, o mundo continuará girando, e a vida continuará acontecendo na mesma correria... Mesmo sem você, que terá sido só uma gota d'água na imensidão desse oceano.